Incêndio no Largo da Palmeira, em Belém, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e reavivou discussões sobre a preservação do patrimônio histórico da cidade.
Fundada em 1892, a Fábrica Palmeira era uma referência na produção de massas alimentícias, biscoitos, chocolates, pães e confeitos. O empreendimento também funcionava como uma sofisticada confeitaria frequentada pela elite da época.
A empresa conquistou reconhecimento internacional em 1911 ao receber premiação em uma exposição em Turim, na Itália. Após um incêndio em 1924, o prédio foi reconstruído e continuou sendo um símbolo do desenvolvimento econômico e industrial de Belém.
No entanto, a partir da segunda metade do século XX, a empresa enfrentou dificuldades financeiras e encerrou suas atividades. O prédio foi demolido e o local passou a ser conhecido como ‘Buraco da Palmeira’, servindo como estacionamento e camelódromo.
O historiador Márcio Neco destaca a importância do local para a memória coletiva da cidade. “O Buraco da Palmeira não é apenas um espaço físico. Ele representa um capítulo importante da industrialização de Belém”, afirma.

