O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (24) que seria compreensível que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, deixasse temporariamente o cargo enquanto são apuradas suspeitas envolvendo sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Marinho, companheiro de partido de Wagner há décadas, ressaltou que tem respeito pela atuação do senador na articulação política do governo no Congresso. Em sua avaliação pessoal, disse que seria justificável a substituição temporária da liderança do governo no Senado.
“Às vezes, a pessoa tem que deixar a sua posição para se defender. De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra liderança. É o que eu faria. Estou falando uma avaliação pessoal. Quem decide é o presidente Lula”, afirmou o ministro durante evento de anúncio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) – Mensal, na sede do Ministério, em Brasília.
Marinho disse ainda que entrou em contato com Wagner após a operação da Polícia Federal para manifestar solidariedade e evitar qualquer julgamento antecipado.

