O Banco Central elevou a estimativa de probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta de 4,50% em 2026, de 30% para 79%. A informação consta no Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado nesta quinta-feira. O relatório também indicou que a chance de o IPCA ficar abaixo do piso de 1,50% é nula.
A meta de inflação passou a ser contínua a partir de 2025, sendo apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta permanece em 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O alvo foi descumprido pela primeira vez em julho do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses, excedendo o teto da meta pelo sexto mês consecutivo.
Neste contexto, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicando a expectativa de que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto no fim do primeiro trimestre de 2026. Para 2027, a chance de a inflação superar o teto foi revista de 19% para 28%.
A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso para 2027 subiu de 10% para 6%. Já para 2028, a chance de superar o teto diminuiu de 17% para 16%, enquanto a chance de ficar abaixo do piso aumentou de 11% para 12%.

