O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que os ruídos na comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) decorreram de uma tentativa de maior transparência sobre a decisão da taxa Selic, e não de falta de explicação. O Copom havia cortado a taxa de 14,50% para 14,25% na semana passada, mesmo com projeção de inflação em 3,7%.
Galípolo declarou que a questão foi um “excesso de explicação, não de falta de explicação”. O Banco Central projeta que a inflação convergiria à meta de 3,0% no trimestre seguinte, com a saída de choques de oferta ligados à guerra no Oriente Médio e aos efeitos climáticos do El Niño.
A projeção do Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado nesta quinta-feira, indica 3,2% para o próximo trimestre, um valor inferior à estimativa de 3,7% para o final de 2027. O BC mira o primeiro trimestre de 2028 para colocar a inflação na meta, segundo a autoridade monetária.
O presidente da autoridade monetária comentou que o Banco Central não fornece sinalizações sobre o próximo Copom, cuja decisão será tomada apenas no momento da reunião. Ele explicou que o colegiado avaliou cenários com pausas e retomadas do ciclo de corte de juros.

