O Bank of America afirmou que a Micron Technology opera com múltiplos de preço/lucro abaixo de dez vezes, apesar da mudança estrutural da indústria de memória para infraestrutura crítica de inteligência artificial. A empresa reportou receita de 41,46 bilhões de dólares no terceiro trimestre fiscal, superando o consenso em 17,60%.
O analista sênior de semicondutores do Bank of America, Vivek Arya, declarou que o setor de memória está passando por uma mudança estrutural, e não cíclica, pois “não há IA sem memória”. Segundo o relatório, a demanda por memória de alta largura de banda sustenta a tese de desequilíbrio entre oferta e demanda até 2026 e além.
A transformação da empresa foi evidenciada pela margem bruta GAAP, que atingiu 84,6%, um salto significativo em relação aos 37,7% do ano anterior. Além disso, o CEO Sanjay Mehrotra informou a existência de Acordos Estratégicos com Clientes de vários anos, que incluem pisos de preço, o que altera o padrão de volatilidade do mercado spot.
Arya argumenta que o mercado ignora três pilares: a dificuldade de adicionar capacidade de memória de alta largura de banda, a participação crescente da memória nos orçamentos de hyperscalers (entre 5% e 40% do gasto de capital em nuvem) e os acordos firmes com clientes. Ele comparou a Micron, com P/L futuro em 9, a empresas como NVIDIA (23) e Broadcom (34), sugerindo que a ação representa uma entrada barata no mesmo movimento secular.


