Cidades do Pará, Amazonas, Roraima e Amapá sentiram tremores causados por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela na noite de quarta-feira (24). Os eventos deixaram pelo menos 164 mortos e 971 feridos, segundo dados de agências internacionais. Especialistas afirmam que as estruturas do Brasil não foram afetadas pelos fenômenos distantes.
O sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), explicou que as ondas sismográficas perdem força ao atingir o território brasileiro. Ele comparou o fenômeno à dispersão de ondas em um lago, indicando que a intensidade sentida depende da proximidade com o epicentro e da altura do local onde a pessoa se encontra.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) relatou que os tremores ocorreram com epicentros separados por apenas 5 quilômetros e representaram os mais fortes a atingir a Venezuela em mais de cem anos. O primeiro tremor, de magnitude 7,2, ocorreu às 19h (horário de Brasília), a oeste de Caracas, seguido por um tremor de magnitude 7,5, próximo ao município de Yumare.
Apesar dos impactos sentidos em cidades como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, Collaço reiterou que os tremores distantes não representam risco para construções que seguem as normas de engenharia. O governo do Brasil manifestou pesar pelas perdas e colocou o plantão do Itamaraty à disposição para assistência a cidadãos brasileiros na Venezuela.

