A rede pública de saúde de Ananindeua enfrenta denúncias de falta de atendimento, pois o Pronto-Socorro Municipal não opera com plena capacidade. Essa falha sobrecarrega as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região, afetando o tratamento de casos graves.
Moradores relatam que a ausência do suporte do Pronto-Socorro Municipal impede o encaminhamento adequado de pacientes em estado grave. Sem essa retaguarda, indivíduos que necessitam de internação, cirurgia ou cuidados intensivos permanecem nas unidades de emergência aguardando encaminhamento.
A UPA da Cidade Nova 2, uma das unidades citadas, apresenta estrutura limitada para receber pacientes que demandam atendimento prolongado. O Pronto-Socorro Municipal, projetado com mais de 50 leitos de enfermaria e mais de 10 leitos de UTI, estaria operando com baixa utilização, realizando, em média, cerca de cinco cirurgias eletivas por dia.
A situação gera impactos além do município, pois pacientes que deveriam ser atendidos localmente buscam assistência em cidades vizinhas. Além disso, relatos indicam que a continuidade do tratamento é prejudicada, fazendo com que pessoas retornem às UPAs dias após o atendimento inicial.

