A NVIDIA, sozinha, possui valor de mercado superior ao dobro do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025. Esse dado ilustra a maior concentração de riqueza da história moderna, impulsionada pelo setor de tecnologia.
As sete maiores empresas de tecnologia globais, conhecidas como “Magnificent Seven”, concentram entre 34% e 37% do valor do S&P 500. Esse percentual triplicou em dez anos, subindo de 12,5% em 2016. A NVIDIA, fabricante de chips para inteligência artificial, valorizou 1.178% em três anos e alcançou 5 trilhões de dólares em valor de mercado.
O capital de risco reflete essa tendência: no primeiro trimestre de 2026, fundos globais investiram 242 bilhões de dólares em startups. Desse montante, 80% foi direcionado a empresas de inteligência artificial. O especialista Geoffrey Hinton declarou que a inteligência artificial fará “poucas pessoas muito mais ricas e a maioria das pessoas mais pobres”.
A disparidade de renda também cresce, com a proporção entre o salário de um CEO americano e o de um trabalhador médio atingindo 285 para 1. Em resposta, surgem propostas como imposto sobre robôs e a defesa de renda básica universal em diversos países.

