As ações da Apple caíram 6,2% na quinta-feira, 25 de junho, após a companhia anunciar aumentos de preços em suas linhas Mac, iPad, HomePod e Vision Pro. A medida visa compensar o aumento dos custos de memória e armazenamento, um cenário que o CEO Tim Cook descreveu como um “dilúvio de cem anos” para o setor de componentes.
O movimento de reajuste de preços foi motivado pelo aumento acentuado dos custos de chips, impulsionado pela demanda de data centers de inteligência artificial. A Apple pré-anunciou aumentos de 15% a 20% para Macs e de 15% a 25% para iPads, com reajustes em SKUs afetados variando entre US$ 100 e US$ 300. Contudo, os preços de iPhone, Apple Watch e AirPods permaneceram inalterados, embora a empresa tenha sinalizado a possibilidade de ajustes futuros.
Os resultados financeiros do segundo trimestre do ano fiscal de 2026 mostram que a empresa manteve um forte desempenho. A Apple registrou receita de US$ 111,18 bilhões, um crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior, e lucro por ação diluído de US$ 2,01. A margem bruta cresceu 22,1% no mesmo período, superando o crescimento da receita, o que sustenta o argumento de que a empresa possui poder de precificação.
Analistas debatem se o aumento de preços causará “destruição de demanda”. Enquanto alguns investidores veem a queda como oportunidade, outros alertam para o risco de menor apetite do consumidor. O consenso de analistas aponta um preço-alvo de US$ 314,42, mas a atividade recente de executivos tem sido mais focada em vendas do que em compras.

