O Banco Central informou, em seu Relatório de Política Monetária, que a inflação brasileira deve permanecer acima do limite superior da meta até o fim de 2026. O índice só deve recuar em 2027. No mesmo documento, a autoridade monetária elevou a projeção de crescimento da economia para 2% em 2026.
A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) foi motivada pelo desempenho do primeiro trimestre de 2026, quando a economia cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior. Esse avanço ocorreu com expansão nos setores de agropecuária, indústria e serviços. O BC revisou as estimativas setoriais, projetando maior dinamismo na demanda interna, impulsionada pelo consumo das famílias e investimentos.
A redução da ociosidade da economia gera pressão sobre os preços. Segundo o relatório, a probabilidade de o teto inflacionário ser estourado em 2026 aumentou de 30% para 79% em comparação com o documento anterior. Apesar do crescimento projetado, o Banco Central reitera que o ambiente inflacionário é desafiador.
A política monetária segue em patamar restritivo, mesmo após o início de cortes graduais na taxa Selic. O relatório também aponta incertezas externas, como o conflito no Oriente Médio, que adicionam volatilidade às projeções de crescimento e inflação.

