O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu o sigilo de processos que investigam fraudes do caso Master na quarta-feira (24). As petições tratam das ações de um ex-banqueiro e de ligações com um senador, conforme apura a Polícia Federal.
A decisão de Mendonça reverteu o ato que havia tornado os processos públicos em 16 de junho. O caso envolve investigações da PF sobre as ações de um indivíduo e de seu parente, além de apontar conexões entre o ex-banqueiro e um senador. Anteriormente, o ministro Gilmar Mendes havia solicitado vista do caso, enquanto Mendonça mantinha a apuração sob sigilo.
Durante o julgamento, Gilmar Mendes argumentou que as prisões poderiam pressionar por acordos de delação premiada, criticando vazamentos e afirmando que “juiz não pode agir como delegado”. Mendonça rebateu as críticas, declarando que “Estão havendo, ministro Gilmar, pode ter certeza”, e afirmou que não aceitaria tentativas de desacreditar sua atuação como relator.
O relator descreveu a atuação dos investigados como de “uma organização criminosa em atividade, mesmo depois do avanço das investigações”. Mendonça também revelou ter recusado uma proposta de delação seletiva, declarando: “Perderam o pudor, ministro Gilmar. ‘Queremos fazer uma delação seletiva’, falaram na minha cara isso. Eu disse: não faço questão de delação. Delação seletiva comigo não”.

