A Biohub, organização sem fins lucrativos da Chan Zuckerberg Initiative, anunciou a abertura de uma nova rodada de financiamento Rare As One no outono do hemisfério norte. O programa destina recursos para iniciativas focadas em doenças pulmonares raras, imunológicas raras e cânceres raros.
O programa já alocou mais de US$ 150 milhões (R$ 781,5 milhões) em seus quatro ciclos anteriores. Segundo Priscilla Chan, a iniciativa visa transformar pacientes em impulsionadores do progresso científico, pois “os pacientes não são espectadores do progresso científico – eles estão entre seus mais poderosos impulsionadores”. A janela de inscrições para o quarto ciclo deve abrir em outubro, sem data oficial definida.
A Biohub também expandiu sua colaboração com a Every Cure, organização que utiliza inteligência artificial para encontrar oportunidades de reaproveitamento de medicamentos. Com essa parceria, grupos de pacientes trabalharão com a entidade para desenvolver reposicionamentos promissores de fármacos. O esforço se insere em uma meta maior de usar a inteligência artificial para eliminar doenças, somando-se ao projeto Virtual Biology Initiative, de US$ 500 milhões.
O programa Rare As One já impactou mais de 320 mil pacientes e 26 mil pesquisadores. Tania Simoncelli, vice-presidente de ciência translacional da Biohub, declarou que a colaboração entre pacientes, pesquisadores e médicos “está remodelando o paradigma da pesquisa biomédica”.

