A Apple reajustou os preços de MacBooks e iPads em até 20% nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. A empresa atribuiu a decisão ao aumento acelerado nos custos de chips de memória e armazenamento, consequência da demanda da indústria de inteligência artificial.
O reajuste afeta diretamente consumidores que buscam notebooks e tablets da marca. O iPhone, principal produto da companhia e maior fonte de receita, não foi incluído nos aumentos. Entre os modelos impactados, o MacBook Air com 512 gigabytes subiu de US$ 1.099 (R$ 5.714) para US$ 1.299 (R$ 6.754). O MacBook Pro com 1 terabyte passou de US$ 1.699 (R$ 8.834) para US$ 1.999 (R$ 10.394).
O iPad Air com 128 gigabytes teve seu preço alterado de US$ 599 (R$ 3.114) para US$ 749 (R$ 3.894). O MacBook Neo, o modelo de entrada, subiu de US$ 599 (R$ 3.114) para US$ 699 (R$ 3.634). Fabricantes de memória, como a Micron, priorizaram fornecedores de chips para inteligência artificial, o que reduziu a oferta para eletrônicos de consumo.
Em entrevista, o CEO da companhia, Tim Cook, declarou em 17 de junho que o aumento era “inevitável”. Ele explicou que “aumentos de preços são inevitáveis. Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós. Temos menos oferta num momento em que os consumidores querem mais dispositivos, e os fabricantes estão repassando aumentos enormes de preço”.

