Os gastos com luxo devem crescer entre 1% e 4% em 2026, segundo um relatório da Bain & Co. e da Altagamma. O avanço será impulsionado por experiências e turismo, e não pela aquisição de produtos de alto padrão, após dois anos de retração no setor.
O mercado de bens pessoais de luxo deve movimentar entre 365 bilhões e 373 bilhões de euros (US$ 413,6 bilhões a US$ 422,7 bilhões) neste ano. Os Estados Unidos lideram a expansão do setor desde 2021, impulsionados por consumidores aspiracionais. Paralelamente, as prioridades dos clientes mais ricos mudam, valorizando viagens, eventos e gastronomia em detrimento de itens de status social.
O segmento de experiências projeta expansão entre 3% e 7%, com reservas em lazer e entretenimento já apresentando alta de cerca de 30%. Claudia D’Arpizio, sócia sênior da Bain & Co., afirmou que “O luxo está cada vez mais relacionado à forma como as pessoas vivem, e não ao que possuem”.
O estudo também destaca o crescimento do “immersive wayfaring”, que foca em experiências culturais personalizadas e lentas, elevando as viagens para destinos alternativos em 20%. Além disso, o “inheritourism”, viagens familiares entre gerações, ganha relevância, enquanto a alta gastronomia segue a mentalidade de “menos, porém melhor”.

