O Banco Central considerou, no Relatório de Política Monetária (RPM) do 2º trimestre, que as ações fiscais e de crédito anunciadas pelo governo representam um risco de alta para a inflação. A mudança no balanço de riscos do Copom indica maior chance de o IPCA superar a trajetória de referência.
O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, em sua ata de junho, que o balanço de riscos para a inflação está assimétrico para cima. Essa avaliação inclui um quarto risco altista: estímulos à demanda agregada que causem crescimento econômico acima do produto potencial, enfraquecendo a transmissão da política monetária.
Com a análise, o BC elevou a estimativa de probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, fixado em 4,5% para 2026, de 30% para 79%. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso de 1,5% foi reduzida a nula.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, negou qualquer influência eleitoral nas decisões do Copom. Ele declarou que os efeitos de qualquer alteração na taxa Selic só serão sentidos no futuro, e que qualquer alegação em contrário demonstra desconhecimento sobre o funcionamento da política monetária.

