A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) novos indícios de ocultação patrimonial ligados ao empresário após sua prisão preventiva. O ministro André Mendonça negou o pedido de prisão domiciliar e determinou a transferência do investigado para a Papudinha, reforçando a necessidade da medida cautelar.
A corporação policial afirmou que elementos recentemente identificados sugerem movimentações com características compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial. A PF sustenta que esses fatos reforçam a necessidade de manutenção da prisão preventiva, sob a perspectiva dos interesses da investigação.
A manifestação também indicou que integrantes do núcleo de apoio ao investigado continuam desempenhando papel relevante na gestão de interesses patrimoniais vinculados ao grupo econômico sob apuração. Com base nisso, Mendonça concluiu que as descobertas reforçam a cautelar para evitar interferências na produção de provas e dissimulação patrimonial.
A decisão de transferir o empresário para a Papudinha atendeu a um pedido da PF, apresentado após o fracasso das tentativas de acordo de colaboração premiada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também defendeu a mudança. O empresário estava preso desde março, período em que recebeu autorização para contato com advogados para preparar propostas de delação.

