Ações recentes do poder público, como prisões em casos de homicídio e investigações de crimes financeiros, somadas ao Programa Brasil Contra o Crime Organizado, sinalizam um endurecimento na atuação contra a criminalidade brasileira. Essas medidas reacendem o debate sobre a superação da cultura do ‘jeitinho’ no país.
As prisões preventivas e temporárias dos responsáveis pela morte de uma jovem em Limeira, além das apurações de crimes do Banco Master e a punição de ladrões de aposentados do INSS, trouxeram à sociedade a sensação de que o poder público está endurecendo sua atuação. O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado no mês passado, também apresentou resultados em operações policiais contra facções criminosas.
O cenário é complementado pela postura dos Estados Unidos, que passaram a classificar facções brasileiras como organizações terroristas e ampliaram instrumentos legais de combate a delitos transnacionais. O texto aponta que o problema da impunidade no Brasil decorre de décadas de relativização de ilícitos e criação de brechas para favorecimento.
O crescimento do crime organizado, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, foi facilitado por uma política carcerária contraditória. O autor afirma que a solução exige constância institucional e respeito à lei, e não apenas discursos ou operações pontuais, para abandonar a cultura do favorecimento.

