A Microsoft alterou seu modelo de cobrança de software ao lançar o Copilot Cowork, um agente de inteligência artificial que executa tarefas de escritório de forma autônoma. A ferramenta, divulgada nesta terça-feira (16), cobra por cada tarefa realizada, somando-se à assinatura tradicional do Microsoft 365 Copilot.
O Copilot Cowork representa a aposta da empresa na chamada “IA agêntica”, que permite atribuir metas a um agente para que ele execute tarefas sozinho, por vezes por várias horas. A nova cobrança é motivada pelo aumento do custo operacional da inteligência artificial, que exige mais poder de processamento do que mecanismos de busca ou chatbots.
Charles Lamanna, vice-presidente-executivo da Microsoft para Copilot e agentes, explicou que o novo plano funciona como o abastecimento de gasolina em um posto. Ele afirmou que este é “a única forma de tornar o modelo viável”, permitindo que empresas estabeleçam tetos de gastos por equipe ou departamento.
A mudança ocorre em um contexto de avanços em IA, onde agentes se tornam assistentes capazes de executar ações em nome do usuário. Paralelamente, a imprensa internacional noticiou que autoridades nos Estados Unidos solicitaram à OpenAI que limite o lançamento de seu próximo modelo GPT 5.6 a parceiros aprovados, devido às suas capacidades avançadas.

