A composição dos palanques para o governo do Ceará se tornou foco de disputa entre a família Bolsonaro e o PT, três meses antes das eleições. O PL passou a articular apoio ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB) para tentar tirar Elmano de Freitas do poder, gerando críticas de Michelle Bolsonaro.
A articulação política no Ceará mostra tensões entre os grupos. Enquanto o PL apoia Ciro Gomes, Michelle Bolsonaro criticou o enteado, o ex-ministro, e reforçou o apoio a Eduardo Girão (Novo) e Priscila Costa ao Senado. Ciro Gomes declarou não ter visto o vídeo de Michelle, afirmando que a questão envolve o PL nacional.
A esquerda também participa das disputas. O campo petista tenta fortalecer a chapa de Elmano de Freitas pressionando Cid Gomes (PSB) a concorrer à reeleição, visando antagonizar com o irmão Ciro. Elmano, que conta com apoio do antecessor Camilo Santana (PT), busca a sexta vitória consecutiva, mas figura com cerca de 30% nas pesquisas.
A resistência de Michelle à aliança com Ciro Gomes decorre de críticas passadas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa divergência escalou a crise familiar, pois ela defende Priscila Costa, enquanto o PL costura a candidatura de Alcides Fernandes ao Senado, pai do presidente estadual do partido.

