Uma comissão foi criada para investigar denúncias de assédio e agressão envolvendo trabalhadores na fábrica da Midea, multinacional chinesa instalada em Pouso Alegre, Minas Gerais. A medida foi definida após reunião de urgência entre representantes do Ministério do Trabalho, da empresa e sindicatos.
O caso ganhou atenção após relatos de que um funcionário foi agredido por um gestor com socos e golpes, utilizando uma borracha de vedação de geladeira, peça produzida na própria unidade. O superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, informou que o gestor suspeito foi retirado imediatamente de suas funções enquanto a apuração ocorre.
Calazans declarou que o trabalhador que denunciou as agressões terá proteção contra retaliações e que a vítima está preservada em seu emprego. O órgão classificou a situação como grave, reforçando que nenhum trabalhador pode sofrer violência no ambiente profissional. A comissão acompanhará a apuração, avaliando as condições de trabalho e propondo melhorias.
O presidente da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais, Marco Antônio de Jesus, considerou positiva a reunião com as autoridades. O representante sindical afirmou que acompanhará a apuração e defenderá que o denunciante não sofra punição ou demissão. A Midea, por sua vez, reforçou em nota que não tolera violência e colabora com as investigações.

