Exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal, são cruciais para identificar alterações nos rins antes que os sintomas do câncer renal apareçam. A doença, que acomete homens e mulheres no Brasil, frequentemente não apresenta sinais nas fases iniciais, sendo o acompanhamento médico regular fundamental para um diagnóstico oportuno.
A oncologista Lília Freitas explica que, apesar do silêncio inicial, alguns sinais merecem atenção. Entre eles estão a presença de sangue na urina, dor persistente na região lombar ou flanco, e perda de peso sem causa aparente. Em estágios mais avançados, a febre persistente e a hipertensão arterial de difícil controle também podem ocorrer. A automedicação e o adiamento da consulta são apontados como grandes obstáculos para a detecção precoce.
O impacto do diagnóstico precoce é direto. Segundo a especialista, quando o tumor está restrito ao rim, o tratamento cirúrgico pode ser curativo, preservando a função renal. Em contraste, casos diagnosticados tardiamente, com disseminação para outros órgãos, exigem terapias sistêmicas mais complexas, como imunoterapia e terapias-alvo.
Os fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, doença renal crônica e histórico familiar. Embora não haja rastreamento populacional recomendado, a especialista orienta a evitar o tabagismo, manter peso adequado e praticar atividade física. Para quem possui histórico familiar, a avaliação médica periódica é essencial para definir o acompanhamento individualizado.

