Brasília registrou a maior prévia de inflação entre as onze regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) da capital federal ficou em 0,93%, valor superior à média nacional de 0,41%.
O indicador aponta que, no acumulado de seis meses, a inflação em Brasília soma 3,20%, e em doze meses, atinge 4,51%. O grupo Transportes foi o principal fator de alta, avançando 2,74% e respondendo por 0,62 ponto percentual do índice. Itens como gasolina, com alta de 3,62%, e passagens aéreas, com aumento de 11,05%, pressionaram os preços.
Outros grupos contribuíram para o resultado. Habitação subiu 0,48%, devido ao reajuste de 3,97% na taxa de água e esgoto, vigente desde 1º de junho. Saúde e Cuidados Pessoais também registraram alta de 0,45%, influenciada por reajustes em planos de saúde e serviços de dentista. A única queda ocorreu em Educação, que recuou -0,14%, impulsionada pela redução de 2,67% nos preços de atividades físicas.
O IPCA-15 é a prévia da inflação oficial e contempla famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. O IBGE informou que, no cenário nacional, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta, enquanto transportes registraram queda de 0,03%, devido à redução no preço da gasolina e do etanol.

