Um acordo de paz provisório entre os Estados Unidos e Irã permite que inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acessem as instalações nucleares da República Islâmica. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, confirmou o acesso em entrevista no Japão, apesar de Teerã contestar a visita a locais danificados por ataques dos EUA e de Israel.
O memorando de entendimento, assinado na semana passada, estabelece que a parte nuclear será supervisionada pela AIEA, o que exige inspeções, afirmou Grossi. Ele declarou que “O que é inegável é que temos um memorando de entendimento. Esse memorando de entendimento indica especificamente que a parte nuclear do memorando será supervisionada. Esta é a palavra: será supervisionada pela AIEA. Para supervisionar, precisamos inspecionar. Não há outra maneira”.
Além da fiscalização nuclear, o acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz por pelo menos 60 dias, sem cobrança de pedágio. Os lados também concordaram em encerrar hostilidades, incluindo os confrontos no Líbano entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Grossi apontou um conflito de declarações, pois Teerã insistia que não havia planos para que inspetores da ONU visitassem instalações danificadas por ataques dos Estados Unidos e de Israel. O acordo gerou comparações com o pacto nuclear anterior firmado com o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

