O Itaú revisou sua projeção para a taxa Selic terminal, elevando a estimativa de encerramento do ciclo de afrouxamento monetário para 14% ao ano. O banco avalia que resta apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual, a ser realizado na reunião de agosto do Copom.
A mudança na projeção do Itaú decorre da leitura do banco sobre a comunicação cautelosa do Banco Central após a reunião de junho. Embora o Copom tenha mantido o corte de 0,25 ponto percentual, a instituição observou que o diagnóstico do órgão endureceu, citando a aceleração da atividade econômica e a inflação acima do limite superior da meta.
O Itaú sinaliza que o espaço para novos cortes se esgota rapidamente, justificando a revisão da taxa terminal. O banco alerta que, devido às expectativas desancoradas, existe risco de que o último corte projetado para agosto não ocorra. Após esse ponto, a taxa deve permanecer em território contracionista por período longo, com queda de juros prevista somente para 2027, quando a Selic atingiria 12,50% ao ano.
Em outras projeções, o Itaú manteve o IPCA em 5,4% para 2026 e 4,5% para 2027, mas elevou a previsão de alimentos, incorporando o possível efeito do El Niño. No câmbio, a projeção para o dólar ao fim de 2026 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,30, refletindo um cenário externo mais adverso.

