Um vereador de Guarapuava, no Paraná, foi afastado do cargo por 90 dias e se tornou réu por corrupção passiva, estelionato, loteamento ilegal e lavagem de dinheiro. O Ministério Público do Paraná aponta que os crimes ocorreram em 2024, quando ele era secretário municipal de Habitação e Urbanismo.
A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou um esquema no qual o parlamentar cobrava moradores por imóveis pertencentes a um programa habitacional gratuito. Segundo o Ministério Público do Paraná, o esquema fraudulento foi executado entre maio e agosto de 2024.
O Gaeco apurou que os envolvidos promoviam o loteamento irregular de área municipal e ofereciam lotes mediante pagamento de valores que atingiam R$ 50 mil. Em um caso específico, uma moradora foi induzida a pagar R$ 30 mil por um lote na Vila Bela, sendo que o imóvel era gratuito e a vítima foi incluída no programa em vez da beneficiária original.
A defesa do vereador afirmou que os fatos narrados na denúncia são da época em que ele ocupava o cargo de secretário, e não têm relação com seu mandato atual. O advogado do parlamentar declarou que recorrerá da decisão de afastamento, alegando que é possível demonstrar em juízo que ele não teve envolvimento com negócios ilícitos de terceiros.

