A confiança da indústria no Brasil subiu pelo segundo mês consecutivo em junho, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu 100,1 pontos, refletindo a melhora na percepção atual e a recuperação das expectativas para os próximos meses.
O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor, avançou 3,4 pontos, chegando a 102,1 pontos. Este patamar representa o maior nível desde outubro de 2024, segundo a FGV. Um economista da FGV, Stéfano Pacini, explicou que essa melhora se deve à continuidade do escoamento de estoques, especialmente em setores de bens intermediários.
O Índice de Expectativas (IE) também subiu 2,7 pontos, alcançando 98,3 pontos, o nível mais alto desde setembro de 2024. Pacini afirmou que a redução da incerteza ligada ao conflito no Oriente Médio e a acomodação dos preços do petróleo contribuíram para o otimismo empresarial.
Apesar do avanço, Pacini comentou que o ambiente econômico segue complexo. Juros elevados e inflação pressionada podem limitar o consumo de bens industriais no segundo semestre. O Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mas não definiu os próximos passos.

