O conflito no Oriente Médio, que envolveu ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, entra em fase de negociação diplomática na Suíça, com um memorando de entendimento estabelecendo uma trégua de 60 dias. Apesar da perspectiva de acordo, a instabilidade movimentou setores globais, que registraram forte aumento de lucros com a volatilidade, segundo apuração da imprensa.
O setor de energia foi o principal beneficiado pela crise. O risco de bloqueio no Estreito de Ormuz causou forte oscilação no petróleo, com o Brent atingindo US$ 126 por barril. Nesse cenário, a Saudi Aramco registrou alta de 25% no lucro do primeiro trimestre, totalizando US$ 32,5 bilhões. A Shell obteve lucro de US$ 6,9 bilhões, e a TotalEnergies ampliou resultado com lucro ajustado de US$ 5,4 bilhões.
O setor de defesa também cresceu com o rearmamento e novos contratos. A Boeing elevou receita em 14%, para US$ 22,2 bilhões, enquanto a Northrop Grumman atingiu um *backlog* recorde de US$ 95,6 bilhões. Além disso, a instabilidade elevou custos logísticos; prêmios de risco de guerra para travessia no Estreito de Ormuz subiram até cinco vezes.
A turbulência financeira favoreceu grandes bancos de investimento. As seis maiores instituições dos EUA somaram cerca de US$ 48 bilhões em lucro no primeiro trimestre de 2026, lideradas pela JPMorgan Chase, que obteve US$ 16,5 bilhões em lucro líquido. Plataformas de previsão de mercado também registraram movimentações atípicas ligadas ao conflito.

