O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) recolocou a arara-azul-grande na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A medida, publicada no Diário Oficial da União em 18 de junho, atualiza o rol para 790 espécies ameaçadas e nove extintas, abrangendo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados.
A reinserção da arara-azul ocorreu após um período de sete anos. A espécie foi incluída pela primeira vez na década de 1980, quando o Instituto Arara-azul registrou a retirada de mais de 10 mil aves devido ao tráfico e à caça. Em 2014, a espécie havia saído da lista oficial, retornando em junho deste ano.
A nova lista, que substitui a versão de 2022, detalha a classificação de conservação. Segundo o MMA, 168 espécies estão Criticamente em Perigo (CR), 285 em Perigo (EN) e 336 Vulneráveis (VU). Apenas a espécie mutum-do-nordeste permanece na categoria Extinta na Natureza (EW).
O balanço técnico também aponta que cerca de 150 espécies deixaram a lista de ameaçadas, refletindo melhorias no estado de conservação ou avanços no conhecimento científico. Entre os destaques, estão a reinserção da arara-azul-grande, o bugio-preto e o tamanduaí.
No grupo de espécies extintas, nove registros foram mantidos, incluindo a perereca-gladiadora-de-sino, endêmica da Serra do Mar em São Paulo. O Ministério atribui a extinção dessa espécie a fatores como expansão urbana e poluição industrial.

