Professores da rede municipal de Campos dos Goytacazes protestaram durante a sessão da Câmara de Vereadores na noite de terça-feira (23). A sessão aprovou o projeto de lei da Prefeitura sobre o piso salarial do magistério por 17 votos favoráveis, mas os educadores cobraram mudanças no texto executivo.
O Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes (Siprosep) declarou que a proposta não incorpora o piso nacional ao vencimento-base da categoria, prevendo apenas uma parcela complementar para atingir o valor mínimo. A presidente do Siprosep, Elaine Leão, afirmou que a medida compromete o plano de carreira, pois a avaliação funcional seria utilizada dentro do piso, e que isso pode impedir ganhos salariais futuros.
A Prefeitura de Campos defendeu o projeto, informando que ele garante o pagamento do piso nacional aos profissionais da educação, respeitando os limites da responsabilidade fiscal do município. O vereador Dudu Azevedo, líder do governo na Câmara, disse que o objetivo era assegurar que nenhum professor recebesse abaixo do piso sem comprometer o equilíbrio financeiro da administração.
Durante os protestos, o presidente da Câmara, vereador Frederico Rangel, interrompeu os trabalhos em duas ocasiões para restabelecer a ordem. Ao final da sessão, o presidente afirmou que as manifestações ocorreram dentro do direito democrático, e o Siprosep informou que buscará diálogo com a Prefeitura sobre os impactos da medida.

