Michel Temer afirmou nesta sexta-feira (26) que a impopularidade de seu governo, entre 2016 e 2018, foi útil para o Brasil. O ex-presidente declarou que a baixa popularidade permitiu a aprovação de medidas difíceis, como a reforma trabalhista e o teto de gastos.
Temer ponderou que, se estivesse preocupado com a popularidade, não teria avançado a reforma trabalhista, estabelecido o teto de gastos ou recuperado as estatais, disse aos jornalistas presentes. O ex-presidente mencionou que a impopularidade foi um fator que marcou as decisões de sua gestão.
Sobre o documentário que retrata sua trajetória, Temer disse que ele pode servir como uma “recuperação dos fatos”. Ele também afirmou não ter pretensões de disputar novo cargo público, mas manifestou disposição para colaborar com a experiência passada para melhorar o país.
Questionado sobre o cenário político, Temer comentou que o problema do Brasil são medidas populistas que elevam a dívida pública. Ele declarou ser a favor da polarização, mas apontou que o momento atual do país é de “radicalização” das posições políticas.

