Um documentário intitulado “963 Dias”, que retrata o período do governo de Michel Temer, será exibido em dez capitais brasileiras a partir de setembro. A obra defende as reformas promovidas pela gestão e rebate a narrativa de golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, apresentando o político como vítima de uma trama.
O filme, exibido em avant-première em São Paulo, conta com entrevistas de figuras como os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O diretor Bruno Barreto afirmou que buscou pessoas complexas, e não estava interessado em ouvir quem repetisse uma “cartilha ideológica”.
Temer declarou após a sessão que o documentário não é “chapa branca”, pois abordou o movimento Fora Temer. A produção, que custou R$ 12 milhões e foi financiada por doações privadas, teve uma cota de R$ 1 milhão comprada pelo fundo Moriah Asset, ligado a Daniel Vorcaro.
A obra aborda desde a escolha de Temer como vice em 2010 até a ascensão de Jair Bolsonaro. Os depoimentos dos ministros do STF contraporam a ideia de que a saída de Dilma Rousseff foi um golpe, com Mendes citando o processo como uma “solução política”.

