Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a indústria de Goiás diversifica, com o setor automotivo e o farmacêutico ganhando espaço. Em 2024, o estado registrou 7.230 empresas industriais, gerando 270 mil empregos e R$ 214,9 bilhões em receitas líquidas.
Embora a fabricação de alimentos permaneça o principal segmento, respondendo por 51% da receita líquida, outros setores impulsionam a mudança no perfil produtivo. A indústria automotiva contribui com R$ 13,2 bilhões, enquanto o polo farmacêutico, concentrado em Anápolis, emprega mais de 15 mil trabalhadores e gera R$ 3,2 bilhões no Valor da Transformação Industrial.
O secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Braga, afirmou que investimentos recentes, como a expansão da Caoa em parceria com a Changan e a aquisição da unidade da Fresenius pela EMS, demonstram que Goiás ultrapassou a dependência exclusiva do agronegócio.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, declarou que a diversificação já ocorreu, conferindo maior resiliência à economia local. Ele defendeu o incentivo a acordos comerciais para aumentar a competitividade, citando que Goiás ocupa a sétima posição entre os estados mais industrializados do Brasil.
Apesar do avanço, a falta de mão de obra qualificada representa um entrave para a expansão industrial, um problema que, segundo Rocha, afeta o Brasil como um todo.

