A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) negou que um detento, conhecido como ‘Careca do INSS’, tenha sido pressionado por policiais penais para firmar um acordo de delação premiada. A resposta foi enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após denúncia da defesa do investigado.
O ofício, que tramita sob sigilo, detalha que agentes encontraram material não autorizado na cela ocupada pelo detento. Por esse motivo, a Seape instaurará um procedimento disciplinar para apurar o ocorrido, mas o documento não especifica qual material foi apreendido.
A defesa do detento apresentou petição ao STF alegando que agentes penitenciários o retiraram da cela na semana passada e o questionaram sobre a colaboração premiada. Segundo a defesa, o investigado respondeu a mais de dez perguntas sem a presença de advogados, e os agentes insistiram no tema por cerca de uma hora.
O detento é um dos principais investigados pela Polícia Federal no esquema de fraudes bilionárias contra o INSS. Enquanto isso, em outra frente da investigação, um empresário preso na mesma operação busca um novo acordo de delação com o Ministério Público e o STF, após uma tentativa anterior não ter prosperado.

