O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, determinou o controle do Executivo municipal sobre a concessionária de ônibus Transunião nesta quinta-feira, 25 de junho. A medida ocorre após operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga a ligação de diretores da companhia com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão transfere a gestão do serviço de transporte coletivo para a São Paulo Transporte S.A. (SPTrans). O poder público assumiu imediatamente os prédios, os equipamentos e os veículos da frota. A concessionária opera cinquenta linhas e transporta cerca de 262 mil passageiros diariamente na região leste da capital.
Um vereador foi preso e apontado como responsável por permitir o acesso da empresa ao PCC. Ele teria “instrumentalizado a Transunião para a operacionalização de um sistema financeiro clandestino”, voltado ao suporte econômico de indivíduos ligados à facção criminosa. O decreto estabelece prazo inicial de seis meses para a intervenção.
Ricardo Nunes afirmou que os serviços de transporte não sofrerão paralisação. Ele declarou que os funcionários da concessionária e os contratos com fornecedores serão mantidos, respeitando os direitos dos trabalhadores. O interventor designado é um servidor da SPTrans, e um comitê especial auxiliará a nova administração.

