A montadora chinesa BYD renovou as cotas que permitem a entrada de kits para montagem de veículos eletrificados no Brasil com isenção do Imposto de Importação. A empresa obteve mais seis meses de benefício, apesar da oposição de pares do setor automotivo.
A renovação do benefício fiscal da BYD foi resultado de uma estratégia comercial e articulação política junto ao governo federal. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, tem auxiliado na interlocução com o Planalto, fortalecendo a relação da montadora com o poder público.
A Anfavea, associação das montadoras, manifestou preocupação com a prorrogação de benefícios para os regimes CKD e SKD, alertando para os riscos que isso impõe à indústria nacional. A entidade aponta que a BYD ainda está distante de estabelecer um parque de fornecedores local, embora afirme que terá componentes nacionais até 2027.
A atuação comercial da BYD, que compete em preço com modelos nacionais, incomoda a concorrência. Contudo, a decisão beneficia também outros fabricantes; a General Motors iniciou a montagem de carros elétricos chineses em Horizonte (CE) no regime SKD, e o grupo Stellantis fará o mesmo em Goiana (PE).

