A Operação Cortina de Fumaça cumpriu mandados em Cajuru, São Paulo, e Sul de Minas Gerais nesta sexta-feira (26) para investigar irregularidades em contratos públicos. As diligências se basearam em três inquéritos distintos que revelaram conexões entre favorecimento de empresas, pagamento de propina e indícios de fraudes.
Os inquéritos investigam o favorecimento de empresas em licitações por um pregoeiro, o recebimento de propina por uma servidora do setor de obras e uma denúncia de licitante sobre a cobrança de propina. A Polícia Civil informou que o primeiro inquérito teve início em 2025, após denúncia anônima contra o pregoeiro.
As investigações apontam que empresas contratadas pela Prefeitura podem ser fantasmas. Autoridades encontraram imóveis abandonados nos endereços registrados, enquanto os contratos, firmados desde pelo menos 2020, contemplam serviços como limpeza de córrego e pavimentação. Em um núcleo investigado, os repasses ultrapassaram a cifra de R$ 3 milhões.
A força-tarefa cumpriu mandados de busca na Prefeitura de Cajuru e em sedes de empresas nas cidades de Santa Cruz da Esperança, Serra Azul, Batatais e Passos. Foi apreendido material com documentos de licitações e contratos. A funcionária do departamento de obras, suspeita de receber propina, foi afastada do cargo, segundo a Polícia Civil. A administração municipal declarou total colaboração às autoridades.

