O terremoto que atingiu a Venezuela na noite de quarta-feira (24) gerou ondas de energia que foram sentidas em Manaus, capital do Amazonas, a cerca de 1.800 quilômetros do epicentro. Especialistas afirmam que o fenômeno ocorreu pela propagação das ondas sísmicas liberadas pelo choque entre as placas tectônicas.
O geofísico Raphael Di Carlo, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), explicou que a percepção dos tremores em Manaus se deve à energia carregada pelo choque entre as placas tectônicas. Segundo serviços sismológicos, os tremores na Venezuela tiveram profundidades de 10 quilômetros e 15 quilômetros, com magnitudes de 7,2 e 7,5. O especialista declarou que os impactos foram mais concentrados nas áreas próximas ao epicentro.
Embora o Brasil não esteja em zona de alta atividade sísmica, tremores de países andinos podem ser sentidos na Região Norte, pois a área está próxima à borda entre placas tectônicas. A Defesa Civil do Amazonas informou que, além de Manaus, os tremores foram sentidos em Barcelos e Iranduba, e cidades como Belém e Macapá também registraram o movimento.
Moradores de Manaus relataram momentos de apreensão na quinta-feira (25). Um morador de um condomínio relatou ter sentido tontura e o prédio balançando, sendo orientado pela portaria a permanecer fora da edificação até a liberação do síndico e chegada do Corpo de Bombeiros.

