A comunidade internacional acompanha a tragédia na Venezuela, que afetou milhares de pessoas. Segundo a professora Denilde Holzhacker, a resposta de auxílio dos Estados Unidos reflete interesses geopolíticos, fortalecendo a aliança com o governo de transição do país.
A catástrofe na Venezuela, que resultou em um número de mortos próximo a mil e com expectativa de ultrapassar dez mil vítimas, colocou o país no foco internacional. A especialista Denilde Holzhacker, da ESPM, analisou a resposta global, destacando que a infraestrutura precária do país amplificou o impacto do desastre.
Holzhacker afirmou que a Venezuela enfrenta uma crise humanitária agravada por problemas econômicos, com projeções de quase 80% da população vivendo na linha da pobreza. Ela identificou três fatores na atuação dos EUA: o interesse no setor de petróleo, que não foi afetado pela tragédia; o apoio ao governo de transição; e um objetivo geopolítico.
A professora explicou que, ao agir mais rapidamente que a China, os Estados Unidos buscam demarcar território. “Também aqui demarcando que a aliança entre Estados Unidos e Venezuela estaria mais fortalecida nesse governo de transição”, declarou. As ações iniciais são emergenciais, focadas na retirada de sobreviventes, mas a reconstrução prevê maior atuação do governo americano como investidor.

