O governo federal liberou R$ 661 milhões em empréstimos para companhias aéreas nesta sexta-feira (26). Os recursos, operacionalizados pelo Banco do Brasil, visam aliviar o capital de giro das empresas em função da alta do querosene de aviação (QAV). A medida foi desenhada pelo Ministério de Portos e Aeroportos para preservar a continuidade das operações domésticas.
Os contratos foram assinados com quatro empresas do setor: Gol, Azul, Abaeté e Rima. Gol e Azul receberam R$ 330 milhões cada, atingindo o limite estabelecido por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). As companhias regionais Abaeté e Rima acessaram, respectivamente, R$ 819 mil e R$ 634 mil. A linha de crédito possui prazo de pagamento de até seis meses e taxa equivalente a 100% do CDI, sendo que o risco de crédito será integralmente assumido pela União.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, declarou que o financiamento é reembolsável e não constitui subvenção ou transferência a fundo perdido. Ele explicou que a linha tem caráter emergencial e foco exclusivo em capital de giro, com a finalidade de apoiar a regularidade da malha aérea nacional em momento de pressão de custos.
A preocupação do governo é que o encarecimento do QAV pressione o caixa das empresas, reduza a oferta de voos ou seja repassado ao consumidor final por meio das tarifas. A resolução que viabilizou o crédito prevê limite de financiamento de até 1,6% do faturamento bruto anual de 2025 de cada empresa.

