A Polícia Federal concluiu que um senador imputou falsamente ao presidente Lula crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. A manifestação, enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta sexta-feira (26), detalha que a acusação ocorreu em uma postagem feita em janeiro.
A corporação afirmou que o senador imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento de crimes expressamente tipificados no ordenamento jurídico. O caso se refere a uma publicação feita em 3 de janeiro, data da captura de Nicolás Maduro, na qual o senador comentava o sequestro do ditador venezuelano.
Na postagem, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”. Segundo a PF, para caracterizar a calúnia, é necessária a falsa imputação de um crime específico, o que ocorreu ao apontar o delito de tráfico internacional de drogas.
Alexandre de Moraes abriu a investigação em abril. Na ocasião, a equipe do senador argumentou que o procedimento “evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022” e classificou o ministro como “personagem central do desequilíbrio democrático recente”.

