A Polícia Federal indiciou 17 pessoas suspeitas de integrar um esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Belo Horizonte. A investigação, parte da Operação Parcours, aponta que empresários e servidores públicos fraudaram planos de recuperação ambiental para manter a exploração de minério de ferro.
Os indiciados utilizavam documentos como o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para ocultar a extração comercial de minério. Enquanto órgãos de fiscalização acreditavam que a área passava por recuperação, o grupo continuava explorando o local, visando um faturamento de até R$ 2,3 bilhões, segundo a PF.
A atividade causou danos ambientais na Serra do Curral, área tombada. Os impactos incluem a destruição da nascente do Córrego Taquaril, abertura de cavas fora dos limites autorizados e possível prejuízo ao lençol freático. O inquérito foi enviado ao Ministério Público Federal para análise de denúncia.
A investigação revelou que geólogos e engenheiros produziam relatórios técnicos para encobrir a lavra ilegal. Servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e de órgãos ambientais teriam favorecido a mineradora. A empresa citada, Empresa de Mineração Pau Branco, e a Fleurs Global Mineração foram apontadas no esquema.

