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Justiça

Polícia indicia esquema de eutanásia para desviar verbas

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de junho de 2026 00:25
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Polícia Civil de Canoas indiciou quatro investigados por maus-tratos a animais, estelionato, associação criminosa e violação de sigilo profissional. O grupo, que inclui uma ex-secretária municipal, seu marido, uma veterinária e uma policial civil, operava um esquema de eutanásia de cães e gatos para desviar valores de campanhas de arrecadação.

A investigação, remetida à Justiça, apura que os animais resgatados eram encaminhados à eutanásia mesmo quando havia alternativas de tratamento. Em 15 de junho, a operação “Carrasco” cumpriu três ordens de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, recolhendo provas e um cão debilitado usado em pedidos de ajuda financeira nas redes sociais.

A atuação da ex-titular da Secretaria Especial de Bem-Estar Animal de Canoas, que operava desde 2020, gerou quase R$ 672,6 mil em contribuições de cerca de 15 mil pessoas. A delegada Luciane Bertoletti informou que a polícia busca registros de microchip dos animais desaparecidos para identificar o número exato de sacrifícios.

Os investigadores constataram que a ex-secretária autorizava a eliminação de animais sem confirmação diagnóstica prévia, contrariando a prática clínica. O Delegado Cristiano Reschke declarou que o esquema usava o sofrimento dos animais como isca emocional para um estelionato, enquanto o público doava esperando cura.

TAGGED:Canoasestelionatoeutanásiafraudemaustratos-animaisPolícia Civil
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