A Polícia Civil de Canoas indiciou quatro investigados por maus-tratos a animais, estelionato, associação criminosa e violação de sigilo profissional. O grupo, que inclui uma ex-secretária municipal, seu marido, uma veterinária e uma policial civil, operava um esquema de eutanásia de cães e gatos para desviar valores de campanhas de arrecadação.
A investigação, remetida à Justiça, apura que os animais resgatados eram encaminhados à eutanásia mesmo quando havia alternativas de tratamento. Em 15 de junho, a operação “Carrasco” cumpriu três ordens de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, recolhendo provas e um cão debilitado usado em pedidos de ajuda financeira nas redes sociais.
A atuação da ex-titular da Secretaria Especial de Bem-Estar Animal de Canoas, que operava desde 2020, gerou quase R$ 672,6 mil em contribuições de cerca de 15 mil pessoas. A delegada Luciane Bertoletti informou que a polícia busca registros de microchip dos animais desaparecidos para identificar o número exato de sacrifícios.
Os investigadores constataram que a ex-secretária autorizava a eliminação de animais sem confirmação diagnóstica prévia, contrariando a prática clínica. O Delegado Cristiano Reschke declarou que o esquema usava o sofrimento dos animais como isca emocional para um estelionato, enquanto o público doava esperando cura.

