O Ministério Público de São Paulo acionou a Polícia Civil para investigar comentários ofensivos e misóginos direcionados a uma jovem de 21 anos, que morreu em Limeira após um salto de rope jump. A solicitação de inquérito urgente decorre de uma representação feita pela Bancada Feminista do PSOL, que apontou mensagens com cunho sexual e menções à necrofilia.
O órgão determinou a remessa do caso ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para apurar supostos crimes previstos no Código Penal contra a memória da vítima. A promotora de Justiça Ana Maria Aiello Demadis afirmou que o episódio é um “gravíssimo episódio” amplamente divulgado pela imprensa. A investigação deve alcançar condutas de usuários das redes sociais e de representantes da plataforma.
A jovem faleceu no dia 13 de junho, após saltar da Ponte do Esqueleto. Segundo a Polícia Civil, ela deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma estava instalada no momento da atividade. A vítima foi lançada de uma altura de 40 metros sem que a corda estivesse devidamente presa ao corpo.
Três funcionários responsáveis pela operação permanecem presos. Em depoimento, eles afirmaram não se lembrar de quem deveria instalar ou fiscalizar os equipamentos de segurança. A polícia investiga o caso como homicídio com dolo eventual e apura também o desaparecimento de uma câmera que estaria com a jovem na queda.

