Um jovem de 18 anos utilizou as redes sociais para denunciar ataques sofridos após o arquivamento do caso da morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC). O Ministério Público concluiu que o animal morreu de doença preexistente, e não por maus-tratos, desmentindo alegações iniciais da polícia.
O rapaz afirmou que sofreu um julgamento público por um crime que não cometeu. Ele disse que, mesmo após a Justiça arquivar o processo e provar sua inocência, muitas pessoas continuam a chamá-lo de assassino. O jovem explicou que manteve o silêncio para respeitar o sigilo do processo até sua conclusão.
A apuração do Ministério Público revelou que os adolescentes suspeitos não estavam com o animal na praia no momento da suposta agressão. Laudos periciais confirmaram que o cão Orelha sofria de osteomielite na região maxilar esquerda, uma infecção óssea crônica, e não apresentava lesões compatíveis com ação humana.
O MP também apontou falhas na cronologia inicial, informando que gravações de câmeras de segurança estavam adiantadas em 30 minutos. O órgão concluiu que, quando o adolescente estava no local, o cão Orelha estava a 600 metros de distância.

