A Polícia Federal concluiu o inquérito que apurava crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação aponta que um senador atribuiu ao mandatário crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e suporte ao terrorismo em uma postagem feita em janeiro.
O relatório final, encaminhado pela PF na última sexta-feira (26/06/2026), detalha que o senador imputou falsamente ao presidente o cometimento de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. O delegado federal responsável afirmou que a publicação tinha o objetivo de associar o presidente a Nicolás Maduro, líder venezuelano.
A defesa do senador argumentou que a aplicação do crime de calúnia exige que o fato imputado seja sabidamente falso. Os advogados alegaram que não houve intenção de imputar conduta falsa, pois o senador nutria dúvidas sobre a inocência do presidente.
A conclusão do inquérito será enviada à Procuradoria Geral da República (PGR). Se houver provas suficientes, a PGR pode denunciar o senador pelos artigos 138 e 141 do código penal, previstos para calúnia contra o presidente da República. A pena prevista é de 2 anos em regime aberto.

