Com a queda das temperaturas no país, especialistas alertam para os riscos que o inverno impõe a cães e gatos. Filhotes, idosos e animais de pequeno porte são considerados os mais vulneráveis, podendo desenvolver problemas respiratórios e articulares com o frio.
A médica-veterinária Conceição Henrique, responsável técnica da CasAdote, disse que o frio exige atenção redobrada à rotina dos animais. Ela explicou que as baixas temperaturas podem agravar doenças preexistentes e favorecer o surgimento de problemas respiratórios, articulares e dermatológicos. A profissional orienta a observação de mudanças de comportamento, como tremores ou falta de apetite.
Entre os cuidados recomendados, estão a proteção contra correntes de vento, o uso de caminhas elevadas do chão e a manutenção de ambientes secos e aquecidos. Em casos específicos, roupas podem ser usadas, desde que não causem desconforto. A veterinária também aconselha adaptar os passeios para os períodos de temperatura mais amena.
A situação é mais crítica para os animais em situação de rua, que enfrentam risco de hipotermia e infecções sem abrigo e alimentação. Organizações de proteção animal estimam que milhões de cães e gatos vivem em vulnerabilidade no Brasil. A população pode ajudar oferecendo água, alimento ou acolhimento temporário.

