Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira, deixando quase 1.000 mortos e mais de 50 mil pessoas desaparecidas. A devastação foi maior na cidade litorânea de La Guaira, e moradores relatam frustração com a lentidão da ajuda oficial.
Os abalos sísmicos causaram o desmoronamento de edifícios em Caracas, mas a região de La Guaira sofreu os maiores danos. Prédios altos ruíram, transformando-se em entulho onde corpos foram encontrados. Na sexta-feira, o governo restringiu o acesso ao estado costeiro e anunciou sua militarização.
Entre os falecidos, há 28 portugueses, sete chineses, dois brasileiros e cinco espanhóis. Um sobrevivente relatou a ausência de socorro local, afirmando: “Estamos furiosos aqui, precisamos de ajuda. Há pessoas vivas e ninguém lhes oferece uma mão amiga ou as ferramentas de que precisam”.
A presidente Delcy Rodríguez declarou que recebeu contato de Donald Trump e Marco Rubio. Ela informou que os Estados Unidos reafirmaram o compromisso de enviar equipes de resgate e assistência humanitária. Em pronunciamento no sábado, Rodríguez afirmou que 14 mil militares e policiais foram mobilizados no estado de La Guaira, que está militarizado para garantir a segurança.

