Investir em Fundos Imobiliários (FIIs) é visto como estratégia de renda, mas a porcentagem ideal na carteira de aposentados depende da necessidade financeira do indivíduo. Especialistas indicam que a exposição pode variar de 5% a 20%, dependendo se o rendimento do fundo sustenta o padrão de vida.
Os FIIs surgiram como alternativa de investimento com maior liquidez e gestão especializada, mas permanecem como renda variável. Segundo Gustavo Assis, da gestora Asset, as cotas negociadas em bolsa oscilam diariamente, exigindo cautela de quem depende do patrimônio para complementar a renda. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) da B3 registrou queda de 1,6% e alta de 0,6% no ano, até 26 de junho.
A análise da exposição deve começar pela necessidade financeira. Para aposentados que dependem dos rendimentos da carteira, a recomendação é uma exposição moderada, entre 5% e 10%, complementada por ativos de renda fixa. Já para quem possui outras fontes de renda, uma participação em torno de 15% pode ser adequada. Investidores com maior capacidade de absorver oscilações podem chegar a quase 20% da carteira, desde que haja diversificação.
Gabriel Pereira, head de Fundos Imobiliários da AVIN, afirma que uma alocação geral entre 10% e 40% pode ser boa para quem busca renda consistente. Ele explica que a chave é dosar o risco, escolhendo gestoras de qualidade e diversificando entre fundos de papel e de tijolo. Assis reforça que não existe uma alocação ideal universal, sendo fundamental analisar o investidor como um todo, considerando suas necessidades de curto, médio e longo prazo.

