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Economia

Reajuste de energia elétrica pressiona custos do agronegócio

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de junho de 2026 06:44
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Reajustes nas tarifas de energia elétrica, aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2026, elevam os custos de produção do agronegócio em diversos estados. Produtores rurais enfrentarão aumentos que variam de pouco mais de 3% a quase 23% para consumidores de baixa tensão, impactando atividades como irrigação e armazenagem de grãos.

O aumento tarifário afeta setores altamente dependentes de energia. No Paraná, o reajuste autorizado para a Copel foi de 20,51%, índice que o Sistema FAEP classificou como “abusivo”. O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que o índice supera a inflação de 2025, de 4,26%, sem melhoria na qualidade do serviço.

Em São Paulo, o aumento para consumidores rurais da Enel foi de 8,85%, enquanto no interior, a CPFL Santa Cruz registrou um reajuste de 22,85% para baixa tensão. Em Mato Grosso, o reajuste médio aprovado pela Aneel foi de 6,86% para os consumidores da Energisa Mato Grosso.

O setor produtivo defende que qualquer alteração tarifária deve estar condicionada à melhoria do fornecimento. Representantes do agronegócio apontam que as oscilações e interrupções na rede elétrica causam perdas de produção e danos em equipamentos nas propriedades rurais.

TAGGED:Agronegócioanuelcustos-producaoenergia elétricaParanáReajuste tarifário
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