O governo e o Congresso brasileiro concentram esforços em restringir a publicidade e proteger consumidores das apostas esportivas após a legalização do setor. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sugeriu limitar anúncios durante a Copa do Mundo, aproximando o tratamento ao de álcool e cigarro.
O endurecimento do discurso sobre os impactos sociais, como endividamento e ludopatia, ocorre em um contexto de forte crescimento financeiro. Em 2025, o mercado gerou R$ 9 bilhões para o governo. Em cinco meses de 2026, a arrecadação alcançou quase R$ 6 bilhões, representando um salto de 86% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A regulamentação atual foca na promoção do produto. A Senacon instaurou um procedimento para apurar práticas abusivas na inserção de apostas durante transmissões de eventos esportivos. Especialistas indicam que o foco não é a proibição, mas o fortalecimento das regras operacionais, como apontou uma advogada do setor.
Por outro lado, representantes do mercado alertam que restrições severas podem impulsionar o crescimento de plataformas clandestinas, citando exemplos internacionais. O desafio do Executivo é equilibrar a proteção social com uma atividade que se tornou um pilar de arrecadação federal.

